domingo, 7 de agosto de 2011

Definição e histórico: Literatura de Cordel- Isabel Martins n.12 7A


Capa de um folheto da literatura de Cordel.

A literatura de cordel é típica da região nordestina e, impressa, para as populações sofridas, porém alegres, do Nordeste
Constitui-se folhetos de cordel, encontrados nas feiras, praças e mercados de grandes capitais - Salvador, João Pessoa, Recife, Natal, Fortaleza, Teresina, Caruaru, Ilhéus, Juazeiro, Canindé, xilogravuras populares e, pelejas dos cantadores e improvisadores, capazes de  reunir e encantar o povo em lugares públicos.
Os folhetos são feitos de papel de jornal e impressos em gráficas antigas, utilizando capas com desenhos espontâneos, clichês de filmes e/ou xilogravuras feitas a buril, estilete ou canivete, algumas delas verdadeiras obras primas da gravura brasileira.
Em versos de 10 ou 12 sílabas, em rica variação,a poética de  cada folheto conta fatos do cotidiano, estórias de bichos, casos pitorescos, de amor, de Lampeão, do Padre Cícero, do Conselheiro, de figuras públicas,acontecimentos dos jornais, rádio e Tvs, alegre e mística, do rico universo  nordestino. Os próprios poetas populares classificam a literatura de cordel em cinco temas mais frequentes: romance, valentia (história de um valentão, que sempre acaba mal), gracejo (uma história engraçada), desafio e encantamento (histórias de reinos encantados, com fadas e bruxas). Geralmente, o próprio poeta popular é o editor e vendedor de suas historinhas, que são penduradas num cordão, enquanto o autor, acompanhado de viola, canta trechos de seus poemas.
Em sua inteireza e espontaneidade representam a alma do povo e sua carga telúrica, advinda também, muitas vezes, da tradição medieval dos trovadores populares. Chegaram até o Nordeste pelos conquistadores da Espanha e de Portugal no fim do século passado,e, até hoje, permanecem vivos na imaginária popular.
Em 1952, foi fundada a Editora Prelúdio e começou a industrialização da literatura de cordel. José Pinto de Souza, um dos proprietários da Prelúdio, diz que desde 1910 já editava, em São Paulo, folhetos de historinhas de autores portugueses. A história de "Zézinho e Mariquinha" (original português) foi uma das primeiras que José publicou, com muito sucesso. A partir de 1930, ele passou a publicar poemas nordestinos.
As tiragens dos folhetos variam. Afirma-se que o "Peleja entre Cego Aderaldo e Zé Pretinho do Tucum", somando suas várias edições, alcançou 500 mil exemplares. Orígenes Lessa diz que "até analfabeto lê folhetos", porque aprende de cor as estórias nos forrós e cantorias.

Literatura de Cordel: Poemas,versos e rimas.

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